A
Trilogia da Fundação
(Editora Hemus, 2000,
503 páginas) de
Isaac Asimov é
uma obra-prima da ficção
científica mundial,
quanto a isso não
há qualquer resquício
de dúvida. Mas
por que? Oras, por que
contém aquilo que
uma boa obra do gênero
deve carregar consigo:
a boa e velha criatividade.Lembremos
que Asimov é de
um tempo em que a internet
ou os computadores não
eram tão presentes
na vida cotidiana como
hoje, aliás, a
tecnologia ainda engatinhava
nessa área quanto
ele publicou o primeiro
livro dessa trilogia,
A Fundação.
Mesmo assim, ele não
só os incluiu na
narrativa como empregou
diversos conceitos que
hoje são realidade,
como a aplicação
da estatística
aos movimentos sociais,
por exemplo. Trouxe outra
noção que
todos que gostam de sci-fi
conhecem de cor, o hiperespaço!
Contudo isso dito, vamos
ao ponto.
A
estória se passa
num futuro distante, onde
sequer se tem a noção
de que a humanidade começara
um dia na Terra. É
uma era de unificação
da sociedade, por intermédio
do Império Galático,
milhões de mundos
e quintilhões de
homens e mulheres sob
o jugo de um único
poder unificado, vivendo
um tempo de glória
para a espécie,
a galáxia dominada.
Ao
contrário do que
possa parecer, nem tudo
vai bem nessa apoteose
humana. Um cientista,
o psicohistoriador Hari
Seldon prevê com
sua arte que o atual império
ruirá inevitavelmente
e levará a galáxia
a um perído de
trevas que durará
30 mil anos. Utilizando
de procedimentos cientificos
ele elabora um Plano,
que poderia encurtar esse
intervalo para apenas
um milênio. Assim,
ele estabelece a Fundação,
com o intuito de preservar
todo o conhecimento humano
para o Segundo Império
Galático.A narrativa
embrenha-se então
em passagem antológicas
do milênio seguinte
e todas as tentativas
dos sucessores de Seldon,
quer de um modo, quer
de outro, de tentar dar
continuidade ao Plano.
Diversos personagens,
heróis e vilões,
entram e saem de cena
em diversos acontecimentos
mirabolantes.
O
primeiro livro, A Fundação,
trata do estabelecimento
e tempos primordiais da
sociedade de Seldon num
dos confins da galáxia,
distante das atenções
do Império moribundo
em um planeta inóspito.
O
segundo, A Fundação
e o Império, trata
especificamente de traçar
o paralelo entre a ascensão
da Fundação
e o declínio do
Império, ainda
grande e poderoso, e o
confronto entre eles.
O
terceiro (e o melhor na
minha opinião),
A Segunda Fundação,
vem baseado numa declaração
ambígua de Seldon,
já morta há
séculos, de que
haveria uma outra Fundação,
oculta e misteriosa. Inicia-se
uma busca por ela numa
eletrizante estória
que definirá o
futuro da galáxia...Aqui
o leitor vai reconhecer
diversos termos utilizados
nas mais recentes obras
e filmes de ficção
científica, inclusive
algumas que prestam descaradas
reverências a Asimov
e sua obra mais notória.
Claro
que nem tudo é
perfeito. Embora esteja
toda em português,
o que já é
muito bom, é possível
perceber diversos erros
de tradução
no texto, muitas vezes
empregando frases completamente
ininteligíveis.
Além disso, os
caracteres do textos são
em tamanho reduzido, prejudicando
o conforto da leitura.Entretanto,
é um clássico.
Talvez, "O"
clássico. E não
se pode viver nesse mundo
sem ele, leitura obrigatória
e diversão mais-que-garantida.
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Quesito
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Avaliação
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Enredo/Estória
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Tradução/Edição
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