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Capítulo
1 - Parte 1
Planeta
Thassos - Colônia
da Federação
O dia estava claro e o céu
apresentava uma coloração
de tom avermelhada, comum
ao planeta devido a composição
de sua atmosfera. Thassos
era um planeta difícil
de explicar, pois apesar
dos “especialistas”
da Federação
tivessem declarado que
ela era Classe M, Thassos
tinha uma distribuição
equilibrada no que se
refere a composição
entre a área coberta
pelo mar e sua extensão
de terra. Metade da área
do planeta estava sob
água enquanto a
outra metade se dividia
em 8 continentes. Do platô
onde havia sido instalado
o centro de observações
da colônia podia-se
avistar uma vasta floresta
tropical de milhares de
quilômetros que
rapidamente se perdia
do alcance da visão
cortada por um emaranhado
de rios de águas
claras. Olhando na direção
contraria podia-se avistar
uma grande planície
de vegetação
rasteira. Aquela era a
montanha mais alta da
cordilheira onde estava
o centro de operações
da expedição
e que dividia duas paisagens
tão distintas,
e esta podia bem ser a
síntese de Thassos;
Em um momento céu
claro, limpo, um dia perfeito,
no outro fortíssimas
tempestades tropicais
e intensos campos eletromagnéticos.
O hemisfério Sul
onde estava a base era
habitável, mas
o hemisfério norte
era um amontoado de rochas
e constantes erupções
vulcânicas seguidas
de tremores de terra .
Ainda não havia
sido possível fazer
uma avaliação
melhor do planeta, mas
algumas teorias haviam
sido levantadas. Acreditava-se
que tanta instabilidade
e disparidade de condições
se devesse ao fato de
ser um planeta de formação
recente, devido a isto
a intensa atividade vulcânica
e sísmica por conta
do assentamento das camadas
internas, entretanto isto
não explicava as
condições
tão dispares entre
os dois hemisférios
e os estudos neste sentido
só poderiam começar
quando chegasse o restante
da equipe de pesquisa
e para isso era necessário
estabelecer as melhores
condições
possíveis para
que se pudessem trazer
mais pessoas para aquele
lugar. Este era um dos
motivos daquela base ter
sido montada ali. Os técnicos
e oficiais da frota deveriam
primeiro estabelecer uma
base de observações
naquele local. A seguir,
iniciar um levantamento
do hemisfério sul,
incluindo as condições
climáticas no período
de 2 anos terrestres,
que era o tempo que o
planeta levava para completar
sua orbita em torno do
Sol daquele sistema. A
terceira fase deveria
mapear o hemisfério
norte, mas só começaria
em mais 6 meses pelo menos.
Se tudo desse certo, Thassos
seria uma excelente fonte
de energia geotérmica
e poderia ser usado como
colônia da federação
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e porto para naves estelares
em missões de exploração
de longa duração.
Todos os alojamentos,
escritórios e laboratórios
foram construídos
em módulos de apenas
um andar devido a instabilidade
da superfície.
Devido as condições
existentes a frota disponibilizou
uma nave de escolta e
duas naves auxiliares
do tipo explorador para
o planeta , pois haviam
poucas informações
e tudo ainda eram muito
imprevisível, além
disto havia mais um bom
motivo para precauções.
Thassos era a base mais
distante de qualquer posto
de federação
e estava a dois dias da
Zona neutra Romulana em
dobra 5.
Eram as primeiras horas do dia,
que no caso de Thassos
durava cerca de dezesseis
horas terrestres, e as
equipes estavam recomeçando
seu trabalho. A maior
parte do pessoal ainda
era de apoio por isto
a grande quantidade do
oficiais membros da frota
estelar. Estavam ainda
no fim da fase de implantação
da colônia, e os
cientistas ainda eram
poucos. A Dra. Kyle Monroe
primeira geóloga
a chegar ao planeta, o
Tenente Krieg, responsável
pela segurança
do grupo, o Dr. Takeda,
médico, Jason Thompson,
responsável pelas
expedições
de reconhecimento, Tenente
Reyad (Bajoriano ), chefe
de operações
eram os lideres da expedição,
estavam reunidos para
repassar os planos para
aquele dia.
- ,,, então iremos
até o limite da
floresta, onde se inicia
a área arenosa
e embora usemos os exploradores,
parte da rota terá
de ser feita a pé,
pois Karina pretende recolher
algumas amostras da vegetação.
- Disse Kyle .
- Percurso perigoso, Dra.
. As áreas próximas
a Dite são sujeitas
a erupções
de vapor e explosão
de gases. - Dite, a cidade
do 7º circulo do
inferno de Dante Alighiere,
apelido atribuído
por alguns pesquisadores
terrestres devido as altas
temperaturas ali encontradas
era o local ao qual se
referia Thompson, seguido
por Reyad :
- Jason esta certo, Dra.
Mesmo para os exploradores,
é arriscado andar
tão perto de Dite
. Eles ficam muito sobrecarregados
quando operam dentro da
atmosfera . Nossa ultima
expedição
quase teve baixas por
termos chegado tão
perto .
- Concordo com vocês,
mas estamos completando
a fase dois, e isto significa
que em breve vamos começar
a mapear o hemisfério
norte. Já conhecíamos
os riscos e agora vamos
ter que dar conta deles,
e por falar nisto, pelo
que soube o estado de
Helen e Malcon melhorou,
não é Dr.
?
- Sim Kyle, eles estão
bem melhor, mas os danos
causados são muitos.
A explosão de gases
os pegou com muita forca.
Ficarei mais aliviado
quando eles forem levados
para tratamento. Alguma
noticia da frota estelar
?
- A frota vai mandar uma
nave para buscar os feridos.
Ainda não sei ao
certo qual, mas acredito
que seja a Bozeman. -
Krieg informou com sua
habitual objetividade.
Desde o acidente com o
grupo ele assumiu uma
postura mais fechada do
que de costume, pois sentia-se
meio culpado pelo que
aconteceu. Kyle havia
notado isto e tentava
animar o oficial .
- Você não
pode ficar se culpando
pelo que aconteceu, Krieg
. Foi um acidente.
- Eu devia cuidar da segurança
de vocês, e eles
quase morreram .
- Foram descuidados e
você não
pode fazer nada sem colaboração
de todos, agora preciso
que você destaque
um grupo se segurança
para ir com a equipe de
pesquisa. É possível?
- Claro Dra.! Considere
feito.
- Bem, precisamos acertar
os detalhes, para a expedi,,,,,,
- Kyle foi interrompida
por um barulho ensurdecedor,
seguido de um silvo longo.
Instintivamente todos
olharam para o alto a
tempo de ver o rastro
em forma de uma bola de
fogo que cruzou o céu
de Thassos. Uma massa
não identificada
em volta em chamas que
desapareceu tão
rápido como surgiu
e enquanto as pessoas
tentavam entender o que
estava acontecendo, Reyad
entrou em contato com
o grupo de observação
para tentar descobrir
algo .
- Reyad chamando posto
numero 1. O que foi isto
David ?
- Passou muito rápido
e em chamas, mas parecia
uma nave de algum tipo.
- Respondeu o atônito
oficial que estava de
serviço no posto.
- Nave ?
- Eles não tem
certeza, mas é
o que parece. Não
temos equipamento para
rastrear atividades fora
da atmosfera.
- Atmosfera !!! - Disse
Kyle - Talvez possamos
descobrir alguma coisa.
Vamos a estação
meteorológica .
Ninguém entendeu muito
o que ela queria dizer,
mas a seguiram enquanto
cada um ia formando uma
teoria diferente para
o que acabara de acontecer,
que por mais diferentes
que fossem terminavam
em Romulanos. Kyle entrou
apressada no modulo onde
estava a estação
meteorológica,
e percebeu que Sakati
já havia chegado
lá e estava debruçado
sobre os instrumentos.
Dirigiu-se a ele perguntando
ao Vulcano :
- Parece que algum tipo
de nave caiu no planeta.
Será que podemos
descobrir algo com o equipamento
que temos ?
- É possível
Dra. . Estou trabalhando
nisto.
- Alguém pode explicar
o que estão fazendo
? - Takeda estava aflito.
- Sakati começou
a falar sem tirar os olhos
dos instrumentos.
- Não temos instrumentos
que permitam rastrear
e identificar um veiculo
espacial, supondo que
foi isto que vimos em
chamas, entretanto, temos
varias estações
meteorológicas
no planeta monitorando
as variações
climáticas. Estas
estações
devem ter captado os distúrbios
causados pela entrada
violenta do de tal veiculo
na atmosfera. O vortex
seria fortíssimo,
deixando uma espécie
de rastro que seria seguido
pelas sondas.
- E que tipo de informação
acha que pode conseguir
? - perguntou Reyad
impaciente pela dissertação
do Vulcano.
- As sondas estão
indicando que o objeto
entrou na atmosfera na
posição
193.5,
seguindo um curso 104,
descendente, porem relativamente
controlado a uma velocidade
do 800 Km por hora. Pelo
Vortex gerado e quantidade
de calor calculo a massa
do veiculo em 250 toneladas.
- Bem já sabemos
que a coisa era realmente
uma nave espacial, mas
de onde? - era a voz de
Takeda ainda tenso . -
Será que são
Romulanos ? Sakati então
prosseguiu :
- Levando em consideração
que o equipamento não
é apropriado, podemos
usar os marcadores de
radiação
para fazer uma analise
do rastro de partículas
deixadas pelo veiculo
e elas indicam uma assinatura
diferente do que conhecemos
da tecnologia dos Romulanos,
porem devo ressaltar que
conhecemos pouco a respeito
da tecnologia deles.
- Bom, já uma boa
noticia, graças
a Deus !
- Senhor Krieg , não
existe nenhuma divindade
envolvida em meus cálculos
.
- Esta bem , esta bem
. Da para ter uma idéia
de onde caiu ? - Perguntou
Kyle .
- Bem no meio de Dite
.
- Precisamos ir até
lá e descobrir
o que aconteceu .
- Dra., não posso
concordar com isso. Só
o que temos são
uns poucos dados e muitas
suposições.
- Pode ser Qualquer coisa,
e alem do que o objeto
caiu bem no meio do inferno.
- Krieg demostrava sua
preocupação
com a idéia da
Dra. Kyle de ir até
o local da queda do objeto
.
- Tenente, entendo sua
preocupação
, mas se forem amigos
podem precisar de ajuda
, e se forem Romulanos
ou qualquer outra coisa,
então é
ainda mais importante
que saibamos o que aconteceu
ao certo .
Reyad interveio :
- Krieg, por mais que
eu não goste disto,
ela tem razão.
Precisamos saber o que
aconteceu. Vamos formar
um grupo de busca e usar
os dois exploradores,
um deles vai entrar no
região para a busca
e o outro ficara aguardando
a uma distância
segura, para o caso de
uma eventualidade. A Dra.
Kyle, eu, o Dr. Takeda,
Sakati e mais uma equipe
de segurança iremos
primeiro no Greendevil,
você e Thompson
levam uma segunda equipe
no BlackAngel. Avise a
frota o que aconteceu
e o que estamos fazendo
e depois reuna as equipes.
- Não seria melhor
esperar a chegada da frota
Reyad ? Logo deveremos
ter uma
nave aqui .
- Não sabemos quando
eles vão chegar
portanto é melhor
investigarmos .
- Esta certo então.
Vou organizar as equipes.
Estaremos prontos em 10
minutos.
- Krieg finalmente assentiu,
mas não deixava
de demonstrar sua insatisfação
com a idéia. Em
quinze minutos as equipes
estavam formadas e os
exploradores se colocaram
a caminho. A viagem deveria
levar cerca de sete horas
e neste tempo todos pensavam
em o que lhes aguardava
em Dite .
7: 00 hs depois
Reyad manejava os controles enquanto
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Sakati se encarregava
de procurar sinais do
veiculo. A tarefa deles
se complicava a medida
em que eles entravam na
área vulcânica.
Erupções
constantes irrompiam a
todo instante pelo ar
levando chamas, gases
e lançando pedras
que poderiam atingir o
explorador. Sakati havia
se encarregado de traçar
um curso que fosse mais
seguro, mas as rajadas
de ar quente criavam turbulências
fortíssimas e fazia
com que o Greendevil balançasse
demais deixando seus passageiros
tensos. O BlackAngel mantinha
constante contato enquanto
aguardava, e a voz de
Krieg era ouvida por todos
dentro do aparelho.
- Reyad, como vocês
estão ?
- Por enquanto bem ,,,
Difícil manobrar
,,, rajadas fortes de
vento ,,, e pouca visibilidade
. Sakati pegou um sinal
nos sensores ,,, estamos
indo investigar ,,,
- Estamos na sua escuta.
Deixe o canal aberto .
- Entendido ,,,
A situação
de Krieg e Thompson era
mais cômoda, mas
nem por isto menos tensa.
Enquanto os outros tinham
que se preocupar com a
nave, a única atividade
deles era imaginar o que
poderia estar acontecendo,
enquanto olhava para o
painel de comunicações,
e ele não conseguia
afastar um pensamento
ruim de sua mente enquanto
podia ver pela escotilha
de observação
Thompson que olhava para
o meio de Dite com os
óculos de alcance,
mais nada poderia ser
visto dali. De qualquer
forma ele também
não tinha nenhuma
outra forma de passar
o tempo. O restante do
Grupo, oficiais da frota
que formavam a equipe
de segurança conversam
sobre o mesmo assunto
que passava na cabeça
dos dois ,,, De repente
ouviu-se Reyad pelo comunicador
do BlackAngel :
- BlackAngel, pegamos
algo. Sakati confirmou
indicação
nos sensores. Estamos
indo para lá .
- Sinais de vida ?
- A essa distância
e com a interferência
não podemos ter
certeza ainda, mas parece
que sim.
- Que interferência
? Não devia haver
nada ai que causasse interferência
nos equipamentos!
- Alguma coisa esta interferindo
,,, mas foi confirmado
sinais de sobreviventes,,,
estamos nos aproximando.
E vocês não
vão acreditar mas
estamos entrando numa
área sem atividade
vulcânica. Os ventos
cessaram e as condições
de vôo estão
ótimas embora ainda
esteja quente. Este planeta
é mais louco do
que eu pensava. Estamos
fazendo contato visual
com o objeto. Confirmando
nave espacial ,,,
- Já consegue identificar
quem são ?
- Sim, e você não
vai acreditar se eu disser
,,,,,,,,
6 meses depois
" Diário pessoal,
data estelar 5432.3. A
Enterprise dirige-se a
base estelar 74
onde deverá se
reunir com a USS Avenger.
Esta nave fará
seu ultimo teste antes
de ser comissionada. A
almirante também
solicitou que observássemos
o oficial que comandara
a nave durante estes testes
, o Tenente comandante
Hendrik. A frota estuda
a sua promoção
a Capitão, apesar
dele ser ainda muito jovem
e por este motivo me foi
feito um pedido de uma
avaliação
do comportamento dele
durante esta pequena missão.
Pessoalmente acredito
que a experiência
em um Capitão de
uma nave estelar seja
fundamental , mas seguirei
as ordens e tentarei fazer
a melhor avaliação
possível. "
Fim
do Registro – Jean
Luc Picard no comando.
A reunião dos oficiais
executivos onde foram
discutidas as próximas
ordens que seriam seguidas
pela Enterprise havia
terminado e as pessoas
estavam voltando a seus
afazeres. Ninguém
gostou muito do que os
esperava e isto ficou
evidente nas manifestações
de desolação
implícitas nas
suas reações.
Apenas o primeiro oficial
Willian Riker ficou na
sala junto com o Capitão.
- Tem algo mais a dizer
Will ? – perguntou-lhe
Picard ao ver que Riker
permanecia ali.
- Me parece que mais alguma
coisa lhe incomoda nesta
missão. Talvez
o fato de escalarem a
nós para babás
de uma nave de treinamento
!?
- Não é
exatamente o tipo de missão
que espero receber do
comando da frota mas é
uma missão afinal
de contas. Além
do mais os argumentos
da Almirante Hernandez
foram relativamente convincentes
ao menos para mim. A Avenger
estará totalmente
armada e sem nenhum lacre
de segurança. Todo
o potencial da nave estará
disponível pois
os sistemas precisam ser
testados.
- E ela quer que fiquemos
por perto para o caso
de problemas, eu sei,
mas não seria mais
seguro colocar uma tripulação
mais experiente na nave
para fazer os testes ?
- Sabe muito bem que tripulações
experientes são
um luxo que temos pouco
devido as perdas nas ultimas
guerras. Seria complicado
dispor de pelo menos 500
tripulantes para um período
de 8 semanas além
do que os tripulantes
daquela nave já
fizeram todos o testes
que tinham que fazer e
serviram em postos menores.
Apenas aguardam seu comissionamento
em algum posto que devera
ser a própria Avenger
segundo a almirante. Além
do mais ela acha que podemos
aproveitar este tempo
como umas férias.
- Não é
exatamente esta a idéia
que eu tenho de ferias
mas se é assim,
não terminar logo
com isso. O que o incomoda
então ?
- Will ,,, - Picard estava
reticente - Você
o conhece o Comandante
Hendrik ? As informações
que tenho dizem que ele
serviu na Hood ?
- Não senhor, ele
foi transferido para a
Hood quando eu vim para
a Enterprise, mas li sua
folha de serviço
: Um bom cadete na academia.
Notas acima da média
e pelo que pude ver do
relatório final,
tem um bom poder de liderança,
e demostrou isto nos postos
onde serviu. Qual o problema
com ele ?
Picard foi até
a escotilha e enquanto
fitava as estrelas, então
respondeu :
- O fato de uma pessoa
tão jovem poder
vir a comandar uma Nave
Estelar. Também
li este relatório.
Notas elevadas em táticas
militares, excelente desempenho
em combates simulados
e extremamente agressivo
quando em combate. Parece
gostar de batalhas e não
sei como uma pessoa assim
se comportaria sobre pressão.
Estar no comando de uma
nave estelar as vezes
pede que se tenha mais
diplomacia do que poderio
de fogo. Em diversas situação
somos a federação
no espaço e o que
fazemos ou não
tem reflexos muito além
do que podemos imaginar
. Não somos rangers
Will , somos embaixadores
.
- O Senhor terá
a oportunidade de fazer
uma avaliação
pessoal, Capitão.
Poderá ver se como
ele se comporta em comando
e recomenda-lo ou não
.
- Sei disso, e não
gosto desta idéia
de ter a decisão
sobre a carreira de alguém
que conheço tão
pouco e não sei
se o que faremos nas próximas
semanas vai me dar dados
suficientes, mas se é
assim que a frota deseja,
assim será .
Neste momento os dois
ouvem a voz do tenente
comandante Data soar pelo
intercom.
- Base Estelar 47 ao alcance
, Senhor . Estimativa
de chegada : 30 min .
- Entendido Comandante
. Eu e Sr . Riker estaremos
a caminho em breve
Então , virou-se
novamente para Riker ,
dizendo
- Bem Will , em breve
estaremos condições
de dirimir nossas duvidas
.
Base Estelar 74
A base Estelar 74 , em orbita
de Darsas 3 era algo impressionante.
Totalmente equipada para
montar e reparar naves
estelares de qualquer
porte, ela era inacreditavelmente
enorme e sempre causava
admiração
aquele oficial que já
havia servido em naves
da classe Excelsior e
Galaxy e que por maiores
que fossem, eram ínfimas
perto da BE. Enquanto
estava na área
de atracagem da doca espacial
observava a nave que comandaria
durante as manobras de
teste em conjunto com
a Enterprise. A Avenger
impressionava. Ele a vira
pela primeira vez ali
na doca, mas já
conhecia seu desenho,
pois acompanhou a montagem
da USS Sovereign nos estaleiros
de utopia, mas não
esperava a oportunidade
de comandar uma dessas
tão cedo . Sabia
que a frota o achava muito
jovem para o comando,
embora tivesse demonstrado
suas aptidões por
diversas vezes tanto na
Hood quanto na Venture.
Sabia que muitos o consideravam
agressivo demais, e tinham
receio a respeito disto.
Ele achava engraçado
enquanto lembrava que
foi esta agressividade
que fez com que a Venture
sustentasse o ataque ao
Cubo Borg no setor 001
até a chegada da
Enterprise mesmo depois
que o comandante se feriu
a ponto de não
poder comandar a nave
e o Almirante deu ordens
de retirada. Recebeu uma
recomendação
por bravura e uma reprimenda
por desobedecer ordens,
mas as circunstâncias
atenuantes o livraram
de maiores problemas.
Sabia que a Enterprise
fora escolhida para este
teste por que ele também
estaria sendo testado,
se podia ou não
ter a chance de ter seu
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próprio comando,
e Picard era o melhor.
O "velho ranzinza
"(como era conhecido
na frota pela sua reputação
de exigente ) era a pessoa
a quem devia provar que
podia comandar e Hendrik
faria o melhor possível
para isto. Enquanto observava,
pensava em sua vida e
nas coisas que deixou
para traz para estar ali.
Não tinha uma família
. Seu pai, um engenheiro
civil e sua mãe
morreram em uma colônia
terrestre, vitimas de
um acidente enquanto trabalhava
na construção
de um novo prédio,
seus amigos eram todos
oficias da frota e estavam
espalhados pelo espaço,
e Lee ? Ele havia desistido
dela quando decidiu entrar
para a frota. Ela não
sairia da Terra, deixaria
seus amigos, sua família
e ele queria ir as estrelas.
Ela não entenderia
e jamais disseram adeus,
apenas foram se distanciando
cada vez mais, as comunicações
entre os dois foram diminuindo
até que ele não
recebeu mas nenhuma resposta.
Soube por intermédio
de alguns amigos na Terra
que ela estava bem. Não
quis saber os detalhes
mas no fundo ele ainda
esperava vê-la um
dia e lhe mostrar as estrelas
que ele queria tanto dar
a ela. Desde então
Hendrik não tivera
mais nenhum envolvimento
sério. Não
se julgava um homem atraente.
Tinha certo cuidado com
a forma física
e aparência, espirituoso,
bem humorado era sempre
uma boa companhia mas
não se ouvia falar
de envolvimentos de sua
parte. Ele se perguntava
se isto era por causa
de Lee ou por sua opção
de ser um oficial da Frota
mas isto não era
sua maior preocuparão
no momento. Estava prestes
a ir sua Nave para finalizar
os preparativos para os
testes. Ficaria no comando
apenas algumas semanas,
mais queria dar uma boa
impressão e além
do que gostava de estar
naquela ponte. Sempre
se sentia bem naquele
local e era ali que ele
sabia que podia fazer
diferença. Pensava
em que posto serviria
após finalizar
os testes daquela nave.
A Avenger Tinha 680 m
comprimento, 87 de altura
. 24 Decks e incorporava
o que havia de mais moderno
na frota. Sua tripulação
normal era de 700 homens,
porem ela não estaria
completa até a
data de comissionamento.
As novas naceles Warp
tinham um desenho novo,
maiores, mais largas e
quase que alinhadas a
altura do disco principal
o que lhe dava um desenho
esguio que lhe agradava
bastante .Seguiu pelo
corredor umbilical que
ligava a nave a estação
até chegar ao convés
principal. Gostava de
andar pêlos corredores
da nave, era bom para
se familiarizar com ela
e ele se sentia bem entre
a tripulação
- Sua tripulação
- pensava - enquanto entrava
no turbo elevador e ordenava
que ele segui-se para
a ponte. A primeira vez
em que ele veio a bordo,
estranhou um pouco os
corredores mais estreitos
dela em comparação
com as naves anteriores
e o tom das cores, bem
mais sóbrias, afinal
a Avenger era um cruzador
de batalha. A ponte também
o impressionou, menor
do que a ponte de uma
nave da classe Galaxy,
e extremamente eficiente.
Quem sentaria naquela
cadeira depois das quatro
semanas de testes que
ele comandaria era uma
pergunta que havia se
tornado constante para
ele nos últimos
dias. No fundo gostaria
de ficar ali para sempre.
Quando foi informado pelo
capitão da Venture
da ordem do comando da
frota para que ele assumi-se
a nave durante os testes,
ficou indeciso sobre qual
seria o motivo de tal
atitude, pensou em não
aceitar, afinal ele não
era nenhum principiante,
embora fosse bastante
jovem já havia
passado por situações
difíceis pois aqueles
eram tempos difíceis.
A federação
ainda não havia
se recuperado totalmente
da guerra com os Borgs
e o Dominion. Muitos morreram
e a preservação
da vida de repente voltou
a ser um exercício
diário como era
na antes da paz com os
Klingons. Sim, a guerra
amadurece o homem ele
pensava, e divagava sobre
como se sentia mais velho
do que seus 32 anos. Seu
comandante insistiu que
ele viesse - Vá
lá e mostre o que
você pode fazer
rapaz , não vai
se arrepender e depois,
seu lugar aqui está
guardado se quiser voltar
- . A Venture tinha sido
seu lar por muito tempo,
mas ele achava que era
hora de procurar outro
lugar para ir - concluiu
enquanto a porta do turbo
abria e deixava que ele
visse a ponte de comando.
Se dirigiu a sua cadeira.
- Comandante na ponte
. - Informou o jovem alferes
que quase vigiava a porta
do elevador .
- A vontade todos . Voltem
ao seu trabalho - Disse
em seguida Hendrik que
não era muito afeito
a formalidades , que logo
prosseguiu :
- Bom dia senhores. A
Enterprise está
quase chegando. É
hora da ultima checagem
de sistemas , então
vamos andar com isto.
Havia varias pessoas no local
fazendo os últimos
ajustes. Muitos técnicos
e oficiais de apoio Mas
havia sido decidido que
seriam seis os oficiais
escolhidos para formar
o time dos oficiais executivos
: Tenente Comandante Alejandro
Iglesias , que seria o
piloto da nave. Tinha
aproximadamente 1,70 loiro
e olhos azuis , nascido
na terra . Serviu com
Hendrik na Venture e eram
bons amigos. Já
havia repassado sua nova
estação
varias vezes , e Hendrik
o conhecia bem. Sabia
que o piloto tinha grande
habilidade em sua função.
Gostava do que fazia e
se entregava a isto como
quem se entregava aos
braços da amante
e ele gostava de telas.
Também gostava
de uma boa farra e era
sempre uma companhia agradável
para uma noitada. A tenente
Cashmir , oficial tático
e, era uma mulher linda.
Pele morena, cabelos escuros
silhueta esguia, corpo
perfeito olhos profundamente
negros. Era também
bastante agressiva com
os homens em geral e não
gostava muito de conversas.
O Tenente comandante Noan
Seymor era Rigeliano ,
mas foi criado em Alpha
Centauri e diziam que
ele tinha um passado nebuloso
na frota. Hendrik havia
visto sua folha de serviço,
mas ela não dizia
nada demais e era este
o problema. Noan era um
oficial de comunicações
que quase não existia
antes de um ano atras.
Sabe-se apenas que serviu
anos na USS Okinawa, chegou
a ser o segundo em comando,
mas de repente foi transferido
para uma outra nave no
posto onde estava até
hoje. Fluente em diversas
línguas, o que
era conveniente a um oficial
de comunicações,
mas não necessário
uma vez que o computador
da nave se encarregava
de fazer a tradução
simultânea de todas
as freqüências
conhecidas na Federação.
Sua maior preocupação
naquele posto deveria
ser monitorar os instrumentos.
Hendrik havia decidido
conversar com Seymor assim
que fosse oportuno. Era
comum ouvir comentários
não oficiais sobre
um grupo de oficiais da
frota que fazia parte
de uma Elite de inteligência
da Federação
e o tudo o que sabia sobre
Seymor embora fosse pouco
se encaixava neste perfil.
Hendrik jamais gostou
de nada que fizesse a
menção a
"inteligência"
. Nunca gostou da idéia
de se achar uma peça
em jogo, mas sabia que
em uma organização
como a Federação
alguém devia fazer
o trabalho sujo. Desde
que não fosse ele
a faze-lo preferia não
pensar muito sobre este
assunto. De qualquer maneira
tinha uma idéia
de como poderia observa-lo
melhor, embora fosse um
pouco arriscada. O oficial
de Ciências era
Sevok, um vulcano. Hendrik
havia chegado a se perguntar
se haveria algum acordo
da Frota Estelar para
colocar vulcanos nos postos
de Ciência, pois
com raras exceções
quase não se achava
uma nave da frota não
que tivesse um Vulcano
como oficial cientista.
Ele sabia que isto tinha
um motivo uma vez que
os Vulcanos por sua própria
natureza tinham na busca
do conhecimento uma das
bases da sua filosofia
de vida, o que fazia deles
oficiais ideais para o
posto, mas ficava imaginando
o que eles poderiam fazer
em outro postos. Quanto
a este, era um Vulcano
típico o que significava
que você podia confiar
sua vida a ele mas nunca
esperar que ele risse
de uma piada. Não
gostou muito de ter um
Vulcano a bordo, pois
a idéia de que
alguém pudesse
ler sua mente sempre lhe
incomodava, embora soubesse
que a disciplina deles
impedisse que eles usassem
este poder de forma leviana
e que isto só fosse
possível ao toque,
se sentiria melhor sem
ele por perto e mesmo
Sevok não via muita
lógica em estar
ali , pois não
achava necessário
um oficial de ciências
numa viagem de testes
de uma nave, mas a frota
queria uma avaliação
além da fornecida
pelo computadores da nave,
que também estavam
em período de testes,
e isto ele podia aceitar
como razoável.
O Chefe da engenharia
seria o Tenente Jean Paul,
um oficial pouco afeito
as tradições
militares da Frota e por
vezes aparentemente disperso,
mas extremamente sério
quando o assunto eram
os motores dos quais cuidava
como se fossem filhos,
filhos que ele havia deixado
na terra com sua esposa
Anne Marrie. Hendrik viu
sua folha de serviço
e concluiu na ocasião
que aquele oficial de
trinta e poucos anos poderia
estar em qualquer nave
da frota se assim quisesse.
Sua ficha mostrava que
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ele era extremamente hábil
em sua função,
mas nunca aceitou uma
promoção
por que isto significava
longos períodos
sem ver Anne , Julian
e Clarice ou então
leva-los com ele pelo
espaço e ele não
queria expor seus entes
ao perigo. Faltava ainda
chegar o oficial médico
da nave, que estava a
caminho da estação
e deveria juntar-se a
eles em breve. Hendrik
iniciou o check final,
que na verdade era apenas
uma formalidade, pois
todos os sistemas foram
revisados a exaustão
nas quatro semanas em
a Avenger esteve na doca
espacial.
- E então Sr Iglesias
? Familiarizado com os
controles ?
- Claro comandante - Respondeu
num tom meio jocoso -
Todos os sistemas de navegação
estão funcionando
em perfeita ordem.
- Cashmir, informe condição
de armamento e defesas
.
- Phasers e Torpedos disponíveis.
Escudos com eficiência
de 98 % e modulação
em ordem .
- Comunicações
?
- Todos os sistemas estão
checados e em condição
verde.
- E então Sevok
? O que achou da Estação
de Ciências ?
- Plenamente satisfatórias,
Comandante.- E devo acrescentar
que o novo computador
Bio-Neural é fascinante.
Os sistemas de backup
também estão
em ordem.
- Ponte para a Engenharia.
- disse Hendrik tocando
o console de sua cadeira.
- Engenharia – Jean
Paul falando .
- Relatório da
Situação
ai embaixo .
- 99% de eficiência
. Todos os indicadores
verdes, sistemas de impulso
e warp disponíveis.
- O senhor que faz seus
próprios gráficos
de eficiência, engenheiro
?
- Digamos que tenho talento
para números .
- Entendo.
- Comandante ! - Era a
voz de Noan chamando .
- Prossiga.
- Controle da Base Estelar
informa chegada da Enterprise
em 25 minutos .
- Certo. Senhores, creio
que nossa pequena checagem
está encerrada,
reunião em cinco
minutos. - E isto inclui
você Jean Paul
- Sim Senhor, estou a
caminho .
O pessoal selecionado
para o time de comando
se dirigiu para a sala
de reunião enquanto
ele repassava as ordens
da frota e os substitutos
tomavam seu lugar. Levantou-se,
olhou tudo uma vez mais
com calma e seguiu ao
encontro dos outros. Quando
chegou a sala de reunião
notou a atmosfera de impaciência
no ambiente.
- Senhores, - começou
logo após sentar-se
na cabeceira da mesa -
não há muito
a se comentar. Apenas
quero repassar os últimos
detalhes deste nosso pequeno
passeio. Como todos já
sabemos, nossa tarefa
é levar esta nave
para os testes finais
de aceitação,
todos tem seus cronogramas
específicos de
tarefas bem como o plano
de testes gerais, entretanto
o capitão Picard
tem autonomia para altera-los
e acredito que ele o fará,
portanto estejam preparados
para possíveis
mudanças de ultima
hora. A Enterprise estará
nos monitorando constantemente
e os dados colhidos por
ela serão comparados
com o do nosso computador,
o Sr Sevok também
estará fazendo
observações
a este respeito, por isto
informem a ele qualquer
ocorrência fora
do normal no que se refere
ao funcionamento da nave.
Alguém tem alguma
duvida ?
- Acredito que o pessoal
da Enterprise não
esteja muito satisfeito
em nos acompanhar , não
é ?- Iglesias imaginava,
e com razão que
a tripulação
da nave mais importante
da frota não estaria
muito empolgada com a
tarefa de servir de escolta
em uma viagem de testes.
- Isto é problema
deles, não nosso.
Eles tem ordens a cumprir
e nós também.
- Senhor ,,, - disse Cashmir
- Quanto ao capitão
Picard, como devemos nos
comportar ? - Disse a
jovem oficial num tom
que mistura incerteza
e nervosismo .
- Acredito que não
tenhamos muito contato
com ele pessoalmente,
mas caso isto venha a
acontecer, ajam de acordo
com o que são:
Como oficiais da frota,
nem mais nem menos. Façam
tudo como sempre fizeram
e devo dizer que vem fazendo
muito bem até aqui.
Se seremos recriminados
em algo que seja pelo
realmente somos . Algo
Mais ?
- Nosso curso ? Sabe para
onde vamos ? m- Perguntou
Jean Paul.
- Não fui informado
a este respeito, mas acredito
que seja bem longe. Grande
parte dos testes da Avenger
foi já feita no
caminho de Utopia até
aqui e agora vamos apenas
verificar os ajustes e
alterações
que você vez nos
motores Warp. Nossa tarefa
é força-los
, por isso acho que vamos
andar um bocado por ai.
Por acaso deixou a luz
acesa em casa ? - Perguntou
no tom descontraído
ao qual todos já
se acostumavam .
- Não, mas em velocidade
de dobra podemos ir bem
longe neste tempo.
- Hendrik sabia que Jean
Paul raramente saia da
Base Estelar ou dos estaleiros
de Utopia e nunca por
tanto tempo ou tão
longe numa viagem deste
tipo e que sentia um certo
desconforto dele em relação
a esta idéia .
- Não se preocupe,
quando você perceber
já estaremos de
volta e teremos bastante
o que fazer para pensar
no tempo . E quanto a
você Noan ,,,,
- Sim ! - Noa se espantou
, pois não esperava
receber nenhuma recomendação
especial .
- É o nosso oficial
mais experiente, portanto
embora esta missão
não deva nos causar
problemas, caso eles venham
a acontecer você
passa a ser o segundo
em comando a partir de
agora .
Noan se espantou ainda
mais e surpreso com a
incumbência inesperada
disse:
- Comandante, agradeço
mais sou apenas um oficial
de comunicações
a não acredito
ser a melhor opção
para esta função
.
- Já serviu em
uma nave estelar antes
?
- Sim !
- Já participou
de missões de terra
?
- Ehhh ,,, ! Sim , Sim
Senhor !
- Então você
é a melhor escolha
na minha opinião
e a não ser que
tenha alguma objeção
de cunho pessoal , ela
está mantida r.
Algo mais ?
- Não Senhor .
- Mais alguém tem
algo a dizer ?
Iglesias levantou a voz
e disse : - Hendrik ,
quero dizer comandante,
vi que as armas e sistema
de defesa também
serão testados
. Entraremos em combate
?
- Sim ! Combate simulado,
mas não tenho os
detalhes .
- Sei ! Então não
sabemos o que esperar
?
- Como em uma batalha
de verdade Sr. Iglesias,
só conheceremos
o primeiro movimento depois
que ele for feito. Mais
alguma pergunta ?
Após a negativa
de todos , ele disse :
- Nosso oficial médico
estará chegando
em 4:00hs , na Trieste
. Senhor Noan, receba-o
para mim, e faça
com que chegue a área
médica .
- Sim senhor - Disse Noan,
ainda sem saber o que
fazer ,,,
- Se não temos
mais nada, acho que podemos
ir .
Neste momento soa o Intercom
- Ponte para Comandante
Hendrik .
- Hendrik falando .
- A Enterprise Chegou
e está manobrando
para entrar na Estação
.
- Certo, estou a caminho
da ponte . - Senhores,
estão dispensados,
e façam um bom
trabalho.
Todos a seguir se levantaram
e foram para a ponte num
gesto quase automático,
todos queriam ver a Enterprise.
Ao chegar na ponte, Hendrik
sentou na cadeira de comando
ordenando:
- Visual . Ponham o portão
espacial na tela .
Enquanto observavam a
entrada na nave um sentimento
diferente invadiu a ponte.
- Ela é realmente
linda ! - soltou Iglesias,
numa exclamação
de admiração
.
- Senhor Iglesias - disse
Sevok já em sua
estação
- Caso o senhor não
tenha notado a nave que
acaba de entrar é
idêntica a esta
em todas as linhas formas
e
funções.
Não entendo o motivo
de sua admiração
diferenciada .
- Sevok - Disse Hendrik
- não é
a nave, é a lenda.
As estórias que
ouvimos da Enterprise
de Kirk e Garret, e nossos
filhos ouvirão
da Enterprise de Picard.
Isto é o que estamos
vendo, a Historia diante
de nossos olhos. Quem
sabe façamos algo
para merecer fazermos
parte dela também
. De repente a voz de
Noa trouxe todos de volta
a realidade assim que
a Enterprise terminou
a manobra de atracagem
.
- Comandante, a Enterprise
chamando . O Capitão
Picard deseja falar com
o
Senhor.
- Imaginei que sim . Na
tela .
A tela subitamente mudou
a imagem para a ponte
da Enterprise onde apareceu
o Capitão Picard
na sua cadeira de comando.
Tentando demonstrar serenidade,
Hendrik lhe deu as boas
–vindas.
- Bem vindo Capitão,
espero que tenha feito
boa viagem até
a Base Estelar .
- Obrigado comandante.
Diria que foi uma viagem
tranquila. Quais as condi
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ções
da Avenger ?
- Totalmente operacional
e pronta para os testes.
Acabamos de fazer a ultima
checagem dos sistemas
e está tudo em
ordem.
- Temos alguns ajustes
a fazer e aproveitaremos
nossa estada aqui para
isso, mas creio que serão
bem rápidos . Pretendo
partir em 12:00hs.
- Sem problemas Capitão,
estaremos prontos na hora
estipulada.
- Ótimo senhor
Hendrik. Faremos uma reunião
daqui a 6:00hs para acertar
os detalhes finais. Uma
ultima coisa . Estamos
enviando o código
de autorização
para que possa efetivamente
assumir o controle da
nave. A partir de agora,
ela sob sua responsabilidade
Comandante. Cuide bem
dela .
- Cuidaremos Senhor. Obrigado
!
- Enterprise desliga.
A tela se fechou e todos
se voltaram para Hendrik.
Aquela era a hora que
ele estava esperando.
Agora ele poderia realmente
dizer que aquela nave
era sua.
- Computador - Chamou,
após tocar o console,
tentado disfarçar
o nervosismo. A voz suave
do computador respondeu
prontamente
- Sim !
- Analise vocal. Pode
me identificar ?
- Comandante Hendrik.
Designado para assumir
o comando da USS Avenger
NCC 72915 a partir desta
data.
- Pois estou assumindo
o comando. Registre .
- Registrado.
A seguir tocou o console
da cadeira de comando
e tentando acalmar a voz
disse.
- Diário de Bordo,
primeira entrada. Estas
são as viagens
da USS Avenger. Que através
delas possamos aprender
mais e que seus caminhos
sejam sempre seguros.
Fim do registro.
Então Hendrik levantou-se
, e som poder esconder
o sorriso no rosto , disse
:
- Vocês tem dez
horas de folga. Façam
o que quiserem neste tempo
desde que se apresentem
no horário. Dispensados.
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